segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Acalanto...


Intercalo o que acredito através da escrita, nem sempre com palavras bonitas, com algumas rimas e com clareza na luz de um pensamento.

E um vento, por vezes debochado assopra no meu ouvido, lembrando dias sofridos, que tento esquecer. E uma chuva infame molha o meu rosto, quando lembro dos desgostos dos meses de agosto, ou de setembro, pois já nem me lembro...

Não sei, por que só guardei o entendimento, pois para esses momentos, sempre tive um verso de uma canção, uma imagem bonita, a escrita e a reflexão. E guardado no fundo da alma, um sonho e uma esperança que aquecia meu inverno e que acalantava meu coração.

Esse sentimento libertário e nos cenários -simbolismos expostos- de imagens e cores; dos amores. Retalho fragmentos mesclando de tudo que foi um dia, do que vai a minha memória e da minha história, com o infinito para que tudo fique mais bonito, na calma dessa reflexão, com a firmeza na expressão, na palavra dita e pela escrita.

Tudo me transporta e me reporta, embora possa não fazer sentido, mas é meu abrigo para momentos em que estranho o tamanho da insensibilidade e a maldade do que me rodeia.

Anseio para que um novo dia venha, pois nem sei se isso tudo já foi escrito, se repito ou arremedo, mas escrevo e dou vazão; e a razão, por sentir na calma de uma reflexão, ressonância, tal como criança que canta em ciranda e na luz de um sorriso, faz mais um amigo.


Beijos, aos visitantes deste espaço!



Foto: Pedro Madureira.

12 comentários:

fá disse...

____e as palavras todas se dão as mãos numa ciranda linda, sentimentos refletidos, grandes espelhos da alma. essa nossa, tão carente de entendimento.
mas, somos agraciados, vemos a beleza em tudo, vocação para ser feliz é a nossa estrada.
nosso mote, vamos nos agarrar a ele.
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lindo parceira.
momento libertário...
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beijos amada.
.

Inside Me disse...

linda Lu, amei seu cantinho e qd se gosta de algo, a gente ker sempre perto, taí: estarei sempre por aki tb! obrigada pela visita que amei ^^ bjs meus

António Sabão disse...

Como novo visitante deste espaço agradeço o beijo e retribuo! :))
Beijinho

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Acho que é redundância dizer que é um poema em prosa, mas é. No meu próximo post, vc me deixa publicar um deles?
By the way, fiz novo post porque durante aquele tiive dias horríveis. È longo e não precisa ser lido na íntegra. Vc presiona tecla "Page Down", que todo computador tem, e vai para onde quiser. Leia ou veja o que quiser. Se tiver interresse em mais coisas, o post está lá, basta voltar outra hora.
Um beijo,
Renata
wwwrenatacordeiro.blogspot.com

Milly disse...

Estranhamente,me pego pensando no mês de agosto...mês de cachorro louco,diria minha mãe...rss
Agosto me soa lindo!
Em nada lembra desgosto...há pessoas queridas que aniversariam neste mês...minha mãe,meu pai,meu marido,meu sobrinho e meu cunhado...minha cachorrinha(que,hoje,faz 4 anos...rs)...só festas em agosto!
E setembro...bah,setembro...ganhei meu maior presente neste mês!
Minha filha faz níver em setembro...
São meses especiais pra mim...
Desgosto só na rima...rs
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Milly disse...

No entanto,percebo que me pareço contigo...
Qdo o sofrimento se aproxima,desconverso...cantarolo uma canção...faço promessa...juro que não me pegará desta vez...
Junto meus cacos e parto pra outra!
Sou dura na queda...rs
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Beijos...muitos!
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uns olhos... disse...

'
é isso, querida minha... palavras que se juntam como se estivessem num palco apresentando um balet clássico... com suavidade, com brilho, com arte... resultado de um coração que bate em compasso de esperança, recheado de cuidado e dedicação.
te gosto pra caramba!
beijos

Be disse...

Desgosto, a gente coloca num balde e xuta pra bem longe.....
Avida é bela e precisamos vive-la.
Beijos minha amada

«« ڱemöґïvö »» disse...

Mesmo sendo triste, é lindo! ^^
Abraço

ray

Anne disse...

Como sempre, palavras doces, ainda que com um toque de tristeza ou melancolia, como qualquer reflexão acaba tendo. Você sempre me diz que não tem vocação pra ser infeliz...nem eu tenho! Aprendo a cada dia a arte de transformar a dor em outra coisa, em poemas, textos, sorrisos, lágrimas ou qualquer outro que a leve embora de mim. A dor deve ser transmutada, transformada em algo produtivo, como vejo vc fazendo sempre, com maestria.

E é tb com vc que aprendo, a cada dia, como ser uma pessoa melhor. Agradeço por essa amizade, essa convivencia e todo esse aprendizado. A sua história, o pouco que conheço, tb me serve de exemplo. És linda, por dentro e por fora.

Beijos, minha amiga querida que eu admiro demais!!! Amo vc!

Lu disse...

Obrigada aos visitantes que estiveram comentando, ou somente visitando.
Beijos, amada Milly.
Beijos, querida Be.
Uns lindoca, beijos.
Querida parceria, Beijos!
Parceiros blogueiros, beijos!


Querida Anne, que acho que é a pessoa que mais me conhece de toda turma e que presenciou algumas tempestades que passei.
Minhas palavras foram no sentido, de dizer tão somente, que nem tudo foi um mar de rosas. Mas que sobrevivi, transmutando e tentando sobreviver as interpéries.
Obrigada, és maravilhosa!
Amo-te!
Beijos!

Oliver Pickwick disse...

Lindo acalanto, querida Lu. Nem precisa daquela antiga: "boi, boi da cara preta..."
Um beijo!

P.S.: A Annezinha é incrível, não sei onde arranja tal estoque de dor.