segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Fragmentos...



O aroma das flores mesclado à brisa amena, bem como os pássaros em seu solfejar, parecem encantar esse lindo dia...

Donde estou, observo-o compenetrado em sua leitura. Contenho-me. Não ouso interromper tão doce momento...

Ele está aqui, sim está!... Inserido a este espaço, tão junto a mim...

Que direi de sua chegada de mansinho, como quem chega de férias, trazendo pra minha alma, meio calma e meio ansiosa, tão doce lenitivo?

As flores bailam em um ritmo lento, embaladas pelo vento e as árvores acompanham o bailado, balançando seus galhos, agitando suas folhas harmoniosamente... As borboletas sobrevoam as flores, interligadas a coreografia de forma majestosa. As andorinhas e os pombos agitam suas asas para entrada em cena, ao sinal do canto do sabiá, lá na ponta do pinheiro, seguido do colibri que faz sua entrada no ápice, seguido pelo coro de pássaros que emitem suas notas mais altas...

Alouco, revela-se aos poucos, a plenitude de um dia!

Oh! que memória a minha! Absorta, nessa viagem do tempo não relato quem avisto, não retratei sua imagem, tão pouco precisei a hora, e o dia...

Quiçá poderia?

Ah, vos digo: Isso não importa!

Por certo, quente está o dia. Direis que o sol escaldante ultrapassou a aba do chapéu, atingindo meus miolos... Palavras ao léu? Não seria uma xavena de palavras que bebemos pelo universo de versos, com cenas, de tardes plenas?

Ora, pois... assim sendo, peço-te uma colher de chá!...

Espere! Indago-me imersa nas evidências, e com tais fragmentos desse cenário povoando minh'alma, melhor seria rogar-te uma bela xícara cheia!

*♥*•. ¸¸. •*♥*•. ¸¸. • *♥*•. ¸¸. •*♥*

P.S.: Ocorreu-me, se chá escreve-se com ch, xícara com x. Então chávena, não pode ser xavena? Fecham-se as cortinas, enquanto penso o que escrever na segunda parte. Espere! Segunda parte? Preciso consultar a escritora, saber de sua inspiração... Por hora, melhor somente fechar a página. E dopo, che questa possibilità si vedrà!


Alouco: O que é representado ou expresso por um sinal, um sistema de sinais, um gesto, um fato. / Lingüística Representação mental e...
Chávena ou xícara é um recipiente em forma de taça, e costuma vir acompanhada do respectivo pires formando um conjunto, que por sua vez pode fazer parte de um conjunto maior de várias chávenas, pires, bule, açucareiro, leiteira, etc., compondo assim um serviço de chá.
De acordo com o Dicionário da Porto Editora, chávena (do malaio chavan, ou do chinês cha-kvan) é «pequeno recipiente com asa, geralmente de louça, que serve para tomar bebidas, quentes ou frias.
A palavra xícara não tem que ver etimologicamente com chá; entrou por intermédio da língua espanhola, mas é de origem nauatle, língua nativa mexicana.
Note-se que ch ainda hoje corresponde ao som [tʃ] em falares do Norte de Portugal. Assim, chave, chão, chamar são dialectalmente pronunciados como se houvesse um t antes de ch: "tchave", "tchão", "tchamar".
Já o grafema x é a grafia mais tradicional para indicar o som que ocorre em baixo. Só a partir do século XVIII é que as grafias ch e x passaram a representar ao mesmo som, o que explica que xadrez e chamar comecem hoje pela mesma consoante, apesar das diferentes grafias que a representam.

Pai google é o máximo!
Tchau!


9 comentários:

Dil Santos disse...

Lu querida, tudo bem?
Que saudade de tu menina, que foi q tu sumiu assim heim? rs
Lindo como sempre heim? rs
Um bjo querida

Dil Santos disse...

Lu menina, tava com saudade de tu, rs. Vez ou outras deixa um oi né? por favor, rsrs
Pois é menina, a preocupação em taxar as pessoas é mais importante pra elas, do que cuidar de suas próprias vidas.
Bjo

Lu disse...

Dil!
Bom quando deixamos saudades...rss
Pódexa, deixo um "oi", quando for te visitar.

Beeeeijos!

Dil Santos disse...

Oi Lu, vc tá bem?
É bom mesmo q vc deixe um oi heim? vou cobrar, rsrs.
Brigado querida, pelos parabéns, e pode deixar q será bem alimentando meu cantinho, rs.
Bjos querida

Quasímodo disse...

Lu; Estive ausente, como podes perceber, por "motivos de força maior" como diziam os locutores da emissora de rádio do interior, quando alguém mandava um recado radiofônico, justificando uma ausência ou a falta de pagamento.

Agora, lendo teu magnífico texto, lembrei-me de trechos que li, de autoria de Alexandre Honrado, (que não sei quem é) no blog de outra Lu, a Luzia, de Lisboa.

Diz assim:

"Uma vez, percebi. Percebi que o Tempo vivia fora da janela. E mandava no céu. Se vestia de Sol, o Tempo era bom. Se o vento soprava devagar, era o Tempo Agradável, bom de viver. Mas se o céu se complicava e era cinza e a boca do vento empurrava as brisas velozes, se as nuvens choravam tristezas de chuva, era um outro Tempo, que diziam mau, que não era feito para se gostar mas para se viver em agasalhos ou nos esconderijos das casas…

No entanto, havia um outro Tempo. Vivia dentro de casa comandado por senhores de cara redonda e bigodes direitos, muito espetados, a rodar, muito devagar, contando o Tempo. Era o tempo dos relógios – descobri! E por ele sabíamos se estávamos atrasados, se chegávamos adiantados ou a Tempo. Ou se era tempo de dormir ou de acordar."

Grande abraço, amiga.

Oliver Pickwick disse...

A dança das flores, árvores e borboletas, concede-lhe o direito de escrever "chávena" da maneira que mais lhe convém. Além disso, a passarada, há muito decretou este lugar território livre da licença poética.
Um beijo!

Lu disse...

Quasimódi!
Aká a rádia anunciava: " Estivemos fora do ar por alguns instantes, por motivo de falta de energia em nossos transmissores. Voltamos a programação normal!"
Quando as " paradas", eram no momento que tocava nossa música preferida, ficávamos muito frustrados...rs

Belo escrito de Alexandre Honrado.
Embora o tempo passe, o sabor difere para cada um...Para alguns entediante, para outros rápido, e ao dormir já esperam ansiosos a chegada do amanhecer.
O tempo fora, e o tempo dentro... O de fora assistimos, e o de dentro inseridos apreciamos, conjecturamos e nos transformamos. Mas os dois tempos, interligam-se, nos afetam, e fazem parte do " tempo grande", senhor de tudo até o infinito.

Beijos!

Lu disse...

Saudades de ti, caro Oliver!

O decreto só foi concedido, após comtemplação e muito esforço. Quando entendi a perfeição do todo e a razão de ser, que meus olhos até então, viam de forma fragmentada.

Beijo!

antonio - o implume disse...

Belo, poético, disruptivo e informativo... voo em suave leitura.