domingo, 14 de dezembro de 2008

idas e vindas...


Após dias, entre tantos sentimentos que variaram entre desalento, tristeza, revolta e nem sei mais quantos, me vejo escrevendo este post. Não que não tenha escrito, mas o bom senso, a razão, ou sei lá mais o que, não deixaram postar meus escritos.

Um dia li Oliver dizer que, já conseguia não deixar seus sentimentos transpor através da escrita... De certa forma também faço isso. Mas sentimentos fortes transbordam...

Ciclicamente sobrevivemos, por vezes, vivendo momentos que achamos não sobreviver, mas como bem citei, sobrevive-se... Questionamos, pensamos e vivemos aprendizados ao longo de nossa vida. E a partir disso, já não somos mais os mesmos.

Entre idas e vindas, não sei avaliar os resultados e os efeitos de tudo isso. Não que não saiba o caminho a seguir, é que ele está bloqueado, a ponte caiu.

Há em torno de 120 mortos em nosso estado, pela catástrofe ocorrida. Morreu o pai de um colega que não tenho coragem nem de dizer a ele, sinto muito; porque eu sinto muito... Dói em mim minha dor, doem em mim, as dores alheias... Não somos seres fragmentados, como tanta vezes que quiseram nos dizer. Não conseguimos estar imune às dores, e isso nos tornam menos robotizados, mais solidários, mais humanos, para o desespero dos que tem vendido à idéia contrária.


Somos impotentes, sem poder de mudança para tantas coisas. E, é nas mudanças interiores que devemos concentrar nossa energia com determinação. Sabedora disso é o que faço agora, segurando firme ao volante, esperando o nevoeiro dissipar-se.


Beijos a todos!



6 comentários:

Anne disse...

Verdade mesmo... qtas coisas queremos traduzer e nos faltam palavras? E quantas outras não queremos mostrar, mas acabam saindo nas entrelinhas ou mesmo explicitamente em nossos escritos? Prefiro escrever com o coração, sejam palavras duras ou belas. Sempre vejo o seu nas suas palavras, sempre observo o como vc está...eu vejo vc, minha amiga! Eu vejo e me importo, sempre.

Amanhã estarei devolta, saudade de vc. Tá precisando de colo? Ofereço ele e os meus ouvidos. Aceita?

Amo vc, minha linda amiga! Na alegria e na tristeza, sempre!

Bjosssss

Quasímodo disse...

Ah, Lu, amiga.

Que monótona seria a viagem se soubesse-mos de antemão toda a paisagem...

Nem precisariámos sair do porto nem içar velas. Não navegaríamos se encontrásse-mos só remansos.

Não fomos nós quem criamos as turbulências e as tempestades. Elas existem e estão aí postas para que possamos superá-las. Cabe-nos enfrentá-las para tornar-nos mais fortes.

Se nessa caminhada, nossos pés sangram por pisar em pedras, estas estarão menos agudas para quem nos segue. Se o vento forte nos açoita o peito, é sinal que o tornamos mais ameno para quem busca proteção no anteparo que julgam sermos.

Segure firme o timão, companheira.
Eu remo de cá.

Um dia aportaremos num paraíso.

Beijos, amiga.

Véu de Maya disse...

Lu,
teu texto me toca muito...teu escrito revela a alma linda e sentimentos que atravessam vc/...
O que não se pode mudar temos de aceitar...Bravura e lucidez pra alterar o que pode ser alterado...estou tb pra te desejar Um Natal feliz e um Ano Novo, com energias redobradas...

abraço natalício Pra vc/


Véu de Maya.

Lu disse...

Anne, menina linda e forte, obrigada por estar ao meu lado, nos momentos bons, e nos que não são tão bons ( não tão bons, pra amenizar. rss), agradeço de coração!
Sim. Nem sempre conseguimos, só o Oliver tem esse dom.

Beijos, menina que admiro muiiito!
Ai love ú!

Lu disse...

ô Quasímodi, eu queria águas calmas, tudo sereno ao som do canto dos passáros.Só seguir o curso do rio, com aquela lezera... oiando o remanso e suspirando, achando tudo lindo.
Mas parece que as vezes tudo acontece ao contrário.
Rema, que tô aká tirando água dessa canoa furada, pra não me afogar.
Beijos, querido amigo!

Lu disse...

Véu...Obrigada!
Suas visitas são lenitivo, suas palavras acalanto.
Tentando me suster, apesar dos percausos, espero melhores dias.

Desejo igualmente a você, um feliz Natal, próspero, de muitas alegrias e paz.
Beijos!